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O “Rally” da Fiscalização de Campo
Sementes JC Maschietto
Artigo publicado na Revista JC Maschietto nº 11, junho/2013

A primeira metade do ano é um período em que a equipe técnica da JC Maschietto coloca o pé na estrada - e muitas vezes também na lama. Afinal, é nessa época que ocorre a temporada de fiscalização de campos de produção de sementes, fundamental para assegurar a qualidade da semente a ser colhida.

Temos campos de produção em todas as regiões do Brasil que apresentam condições técnicas para se produzir sementes de Brachiarias e Panicuns com qualidade e produtividade. E, considerando a extensão territorial do país, isto implica em percorrer distâncias que em muitos países seriam consideradas ‘continentais’, em condições de estradas e ´picadas’ que desanimariam a maioria dos moradores dos centros urbanos.

Senão vejamos: para se obter uma boa produtividade e qualidade de sementes de Brachiaria brizantha, são necessárias, entre outras condições, uma altitude entre 800 e 1.000 metros acima do nível do mar, chuvas até maio (período de florescimento) e seca em junho e julho (colheita), relevo plano para mecanização, além de latitudes entre 12 e 22 graus. Ou seja, estamos falando de áreas agrícolas do Brasil Central, como o planalto goiano, triângulo mineiro, norte de MG, sul do MT e norte do MS. Além do oeste baiano, fronteira de produção de sementes mais ao norte do país.

Já a Brachiaria decumbens requer condições mais específicas, encontradas na fronteira entre SP e MG, além de áreas espalhadas pelo MS, MG e BA.

As cultivares de Panicum maximum, por sua vez, requerem uma altitude menor. São fortes centros produtores as regiões do sul de GO e noroeste de SP, mas tem crescido a produção em áreas espalhadas por todos os estados produtores.

As sementes de B. humidicola necessitam de condições também específicas - e grandes extensões de terra, dada a baixa produtividade de sua colheita - em geral encontradas no MS, MT, MG e GO.

E não esquecendo que produzimos também sementes de leguminosas forrageiras e para adubação verde, cada qual com suas necessidades edafoclimáticas.

Portanto, tem-se desenhado um quadro de distâncias e desafios logísticos de proporções consideráveis, somente superados com planejamento, experiência e um bom automóvel traçado...  Além de muita disposição e espírito aventureiro!

Entre janeiro e junho nossos técnicos rodam em geral mais de 120.000km pelo Brasil afora visitando mais de 450 campos, fiscalizando por vários momentos os mais 5 mil hectares de campos de produção que temos registrados junto ao Ministério da Agricultura. E não se ouve reclamações entre eles. Muito pelo contrário: é o período de maior empolgação da equipe, que acompanha a aplicação na prática da política de qualidade da empresa. E assim estradas nas condições ilustradas na Imagem 1 tornam-se verdadeiras ‘pistas duplas’.


Imagem 1
: uma das “estradas” percorridas neste verdadeiro Rally


Por que fiscalizar?
No caso de sementes de forrageiras pode-se afirmar com segurança: a qualidade se faz é no campo! Processos, benefícios e tratamentos posteriores podem contribuir de maneira incremental para a qualidade.

Mas somente se obtém a garantia de que a semente será livre de misturas varietais (piatã misturada com marandu, tanzânia contaminada com mombaça, decumbens infestada de marandu, mombaça cheia de coloninho) e ervas daninhas (corda de viola, capim custódio e outras) monitorando o período vegetativo e reprodutivo das plantas - momento para se identificar as contaminações e agir se ainda houver tempo hábil.

A razão para isso é simples, e determinante para a qualidade: depois de colhidas, as sementes de Brachiaria são extremamente semelhantes entre si, em formato, coloração, peso e aparência. E o mesmo ocorre entre as sementes de Panicum maximum. A Imagem 2 ilustra bem essa realidade. Ou seja, se a empresa responsável pela semente não apura a ocorrência de mistura no momento correto, não reunirá condições técnicas para identificar - e muito menos solucionar - este problema, e o abacaxi passa direto para as mãos de seus clientes.


Imagem 2:
sementes de Brachiaria brizantha das cultivares Marandu (1), BRS Piatã (2), MG-4 (3) e Xaraés/MG-5 (4)

Apesar da enorme semelhança entre as sementes, as plantas apresentam diferenças visíveis como porte, hábitos de crescimento, períodos de florescimento e características físicas. Veja na imagem 3 técnico apontando mistura de plantas de marandu em um campo de produção de sementes de decumbens. Para os padrões de qualidade da JC Maschietto este campo está condenado, e sua produção desconsiderada. Alguma empresa ‘desavisada’ vai comprar - e vender - essa semente.


Imagem 3
: campo de produção de B. decumbens, contaminada por touceiras de marandu (mais altas e já em florescimento). A mistura determinou a condenação deste campo

Muitos pecuaristas não se dão conta disso, mas mistura varietal representa prejuízo certo após o estabelecimento da pastagem: como dificulta o manejo correto de cada cultivar, a área pode entrar em estágio de degradação (Imagem 4) e em pouco tempo será necessária uma reforma, com todos os seus custos envolvidos.(1)


Imagem 4
: pastagem de tanzânia (mais baixa e degradada), com touceiras de mombaça com sobra de massa e produzindo sementes. A contaminação tende a aumentar, e a solução é a reforma da área

A fiscalização apura também a contaminação com sementes de ervas daninhas, como corda de viola, capim custódio, etc. Até determinado estágio de desenvolvimento do campo é possível controlar e eliminar os efeitos dessa contaminação. Se perdida essa oportunidade, a semente colhida refletirá este problema. E caso a semente silvestre apresente dimensões, pesos e formatos semelhantes à semente que será comercializada - inviabilizando sua segregação no benefício - novamente o cliente fica com o abacaxi.

O interessante é que essas áreas que visitamos são tradicionais em produção de sementes. Ou seja: há campos de produção de sementes de muitas outras empresas. Mas é muito raro alguém de nossa equipe esbarrar com um colega da concorrência. E olha que as cidades são pequenas.

Histórias para se contar
Os milhares de quilômetros percorridos, além dos diferentes cenários e personagens visitados, dão origem a uma série de histórias que já fazem parte do “folclore interno” da empresa, e dariam excelente matéria prima para um livro relatando as principais aventuras vividas por nossa equipe nas últimas décadas. Histórias que seriam permeadas de relatos de evolução de cenários, registrando as principais mudanças por que passou o ambiente rural brasileiro nos últimos 50 anos. Quem sabe um dia não arrumamos tempo para mais essa ‘empreitada’?

Sim, porque se não chega a ser um “Rally dos Sertões”, ninguém pode negar que seja um verdadeiro rally pelos sertões do Brasil profundo!

(1)Acesse em www.jcmaschietto.com.br, na seção de artigos, o texto “Os Males da Mistura”, que aborda as consequências deste problema.



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