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Penápolis - SP

Fazenda Experimental - centro de provas de tecnologias e soluções
Sementes JC Maschietto
Artigo publicado na Revista JC Maschietto nº 11, junho/2013

Quando o assunto é experiência, a equipe técnica da JC Maschietto sente-se à vontade. Afinal, são quase 50 anos não só produzindo e comercializando sementes, mas também conduzindo uma atividade pecuária intensiva em suas fazendas e acompanhando a evolução deste setor como um ator, e não somente um espectador.

Estas fazendas foram verdadeiros laboratórios para a criação e experimentação de novas soluções que são hoje consagradas, como o ‘Método CATI’, a técnica de compactação das sementes no solo, semeadeiras específicas para sementes de forrageiras e o conceito de Valor Cultural.

As propriedades - que desenvolvem as atividades de cria, recria e engorda de volume expressivo de gado - são atualmente utilizadas também para a capacitação intensiva da equipe técnica da JC Maschietto e como vitrine tecnológica para a troca de experiência com os parceiros da empresa de sementes.

Nos textos a seguir procuramos detalhar o processo de reforma de algumas pastagens conduzido nos últimos meses, além de tecnologias que foram desenvolvidas e avaliadas na prática.

1. Processo de formação de pastagens
Em função do regime de chuvas atípico dos últimos 3 anos na fazenda experimental localizada na região de São José do Rio Preto (SP), houve a necessidade de demandar mais de alguns piquetes do que o recomendável para dar conta do plantel da propriedade. Isto provocou um início de degradação destas áreas, e decidiu-se por sua reforma na ‘safra’ 2012/2013.

Optou-se por utilizar a cultivar Panicum maximum cv Mombaça em 11 piquetes (total de 143 hectares) em função de seu volume de produção de massa e capacidade de suporte. Foram reformados também 3 piquetes (total de 69 hectares) com a Brachiaria brizantha cv BRS Piatã, como estratégia para garantir mais alternativas para o período da seca. Com isso foram reformados 19% das pastagens da fazenda.

Em maio/12 foram coletadas amostras de solo de todas essas áreas. Com a interpretação das análises destas amostras foi definido o plano de reforma das pastagens, conduzido da seguinte maneira:

  1. A primeira gradagem pesada foi realizada em jun/12 (Imagem 1).
  2. Com as primeiras chuvas, que vieram somente a partir de set/12, foi distribuído o calcário (2 ton./ha) em conjunto com o gesso (0,75 ton./ha). Estes dois materiais já vieram pré misturados da fábrica.
  3. No início de out/12 foi realizada a segunda gradagem pesada para a incorporação do calcário e do gesso.
  4. Com o objetivo de romper a sub-camada compactada (20 a 50cm) optou-se por fazer a subsolagem. Somente houve condições para esta operação no início de nov/12.
  5. O plano traçado era iniciar as ações para o plantio em nov/12. Porém as chuvas ainda não haviam se estabilizado na região, e optou-se por retardar este processo para não correr o risco de perder a formação.
  6. No início de jan/13 (dia 4), com condições apropriadas, foram realizadas as seguintes ações (ver Imagem 2):
    • Preparo final do solo com a grade intermediária.
    • Adubação de plantio - 0,62 ton./ha de ‘supersimples’ (18% P2O5) e 0,25 ton./ha de cloreto de potássio (K2O 60%).
    • Incorporação do adubo com a grade niveladora, e um palanque (esticador) amarrado atrás para a quebra de torrão.
    • Distribuição das sementes utilizando equipamentos da Jan e da Vicon com kits adaptados para a distribuição de sementes de alta pureza (ver matéria na pág. 11). As taxas de semeadura foram de 3,5 kg/ha de Mombaça VC 72% (250 pontos de VC/ha) e 5,5 kg/ha de Piatã VC 76% (410 pontos de VC/ha).
    • Compactação das sementes no solo, na sequência da distribuição.
  7. Nos primeiros dias de emergência das plantas foi identificada a presença da lagarta Spodoptera frugiperda (largarta do cartucho ou militar), imediatamente combatida com inseticida - Imagem 3. Como não havia pulverizadores suficientes para aplicar o inseticida concomitantemente em todos os piquetes, optou-se por priorizar aqueles em que as plântulas estivessem menores, época em que o ataque de lagartas é mais comprometedor. Foram realizadas duas aplicações na mesma área devido à reincidência do ataque de lagartas.
  8. A entrada dos animais nas áreas deu-se em uma média de 42 dias após a emergência das plantas, que foram beneficiadas pelas boas condições climáticas dos primeiros meses de 2013 - ver Imagem 4.


Imagem 1: gradagem pesada


Imagem 2: operações simultâneas: adubação fosfatada (1), incorporação do adubo (2), distribuição das sementes (3) e compactação logo na sequência (4)


Imagem 3: aplicação de inseticida para combater a lagarta Spodoptera frugiperda (detalhe)


Imagem 4: entrada do gado em um piquete, 38 dias após o início de emergência das plântulas.

Durante o processo de formação destas áreas algumas experiências foram feitas e seus resultados estão sendo avaliados (veja também a experiência com a compactação das sementes no solo):

  • Pela primeira vez, em décadas de formação de pastagens, fizemos a incorporação no solo do adubo de plantio (fósforo). Estamos apurando os resultados e debatendo o assunto com o Prof. Moacyr Corsi, que tem uma opinião técnica contrária com relação à prática.
  • Em um piquete de 12,5 hectares, onde foi semeado Mombaça, utilizamos como experiência uma taxa de semeadura maior (380 pontos de VC/ha), para a comparação da pastagem com outra área onde aplicamos a taxa normal (250 pontos de VC/ha). Nas primeiras semanas de emergência ficou evidente que a área com a taxa menor de semeadura resultou em uma pastagem de melhor qualidade. Onde se aplicou um excesso de sementes houve uma superpopulação de plantas: com a concorrência por nutrientes e, principalmente, luminosidade, as plantas resultantes apresentaram talos mais finos, com mais tendência ao ‘acamamento’. Para corrigir o problema antecipamos a entrada dos animais nessa área para diminuir o número de plantas e facilitar o perfilhamento.

2. Compactação das sementes no solo
Durante a década de 70 técnicos da JC Maschietto começaram a verificar que, nas trilhas do pneu do trator, a emergência das plantas era melhor, mais rápida e mais homogênea. Com base nessa constatação começamos a desenvolver e testar soluções para aplicar esta prática:

  • Inicialmente utilizamos uma ‘chupeta’ para duplar o pneu do trator (Imagem 5), o que resultou em uma boa solução para áreas menores.
  • Para dar mais rendimento desenvolvemos alguns protótipos de rolos utilizando pneus de caminhão, porém estes modelos se mostraram ineficientes em função do pouco peso.
  • Foram desenvolvidos também modelos de rolos de aço liso, que também apresentavam pouca efetividade.
  • Até que há pouco mais de 10 anos desenvolvemos um protótipo de rolo articulado, a ser preenchido com água para pesar mais, com ‘cantoneiras’ que imitam o relevo do pneu do trator (Imagem 6). Este modelo se mostrou o mais eficiente, e sua aplicação garante uma emergência mais homogênea.


Imagem 5: trator com pneu ‘duplado’ para compactação e rolo avulso.


Imagem 6: rolo compactador articulado, com cantoneiras que imitam o pneu do trator.

Para avaliar o impacto e os benefícios da técnica de compactação fizemos o seguinte experimento em janeiro/2013:

Em um dos piquetes de Mombaça - sob as mesmas variáveis e condições de plantio (correção, adubação, preparo do solo, taxa de semeadura, qualidade de sementes, chuvas) - fizemos ensaios modificando somente uma variável: a execução ou não de operação após a distribuição das sementes (grade fechada ou compactação). As imagens foram tiradas 25 dias após a distribuição das sementes. Na ‘Imagem 7’ não foi realizada nenhuma operação, enquanto as outras duas retratam respectivamente áreas que passaram por grade fechada (‘Imagem 8’) ou compactação (‘Imagem 9’)... As sementes foram distribuídas com uma Vicon.

Nossa avaliação é que a qualidade do pasto em formação está em ordem crescente: a área que não passou por nada (‘7’) apresentava uma arranque inicial mais lento (inclusive com falhas onde não passou o pneu do trator); a área onde foi passada a grade fechada (‘8’) apresentava uma cobertura melhor do solo (apesar de serem visíveis faixas com menos plantas). Já a área compactada (‘9’) apresentava evidentemente um estágio mais avançado de desenvolvimento do pasto, mais homogêneo e fechado.


Imagem 7: área onde a semente foi somente distribuída, sem nenhuma operação subseqüente.


Imagem 8: área onde foi passada uma grade ‘fechada’.


Imagem 9
: área com as melhores condições, onde foi feita a compactação das sementes .

3. Distribuição de sementes com alto VC

Uma preocupação recorrente do pecuarista é a distribuição de sementes de pastagens com valor cultural cada vez mais alto. Os equipamentos utilizados na grande maioria das propriedades são na verdade adubadeiras adaptadas para distribuir sementes (modelos de marcas como Vicon, Jan, Nogueira, Tornado), que apresentam como restrição dificuldades para a regulagem com volumes menores de sementes (menos do que 8 kg/ha).

Já é possível encontrar no mercado soluções que dispensam totalmente a necessidade de se fazer investimentos em novos maquinários. Exemplo disso é o kit (‘Imagem 10’) desenvolvido pela Vicon para ser acoplado aos equipamentos dessa marca, Estes kits, que custam cerca de R$ 100, regulam melhor a abertura por onde escoam as sementes, permitindo facilmente uma regulagem para um volume de menos de 3 kg/ha de sementes de VC alto (76%).


Imagem 10: prato dosador do registro original da Vicon (esq.) e o kit para substituí-lo (dir.). Investimento de cerca de R$ 100.


Imagem 11: kit adaptado à Vicon. A abertura menor permite a regulagem com até 2,5 kg/ha.

Há também na fazenda equipamentos da marca Jan (muito comum no mercado). Para este caso tivemos que desenvolver uma solução interna e simples. O prato dosador do registro também é composto de 3 aberturas (Imagem 12). Soldamos chapas metálicas para fechar duas dessas aberturas, o que reduz o fluxo de sementes e permite a regulagem de 2,5 kg/ha (ver Imagem 13).


Imagem 12: prato dosador do regulador da JAN. Com o fechamento de duas aberturas é possível a regulagem com um volume pequeno de sementes.


Imagem 13: à esquerda equipamento da Jan sem a adaptação, com 3 aberturas. Com o fechamento de 2 aberturas (à direita) o fluxo de sementes diminui, facilitando a distribuição de sementes com VC alto.

Para adquirir o kit da Vicon entre em contato com um revendedor da marca (www.vicon.com.br). Se seu equipamento for da marca Jan e necessitar de mais informações sobre como soldar as chapas entre em contato com a equipe técnica da JC Maschietto (revista@jcmaschietto.com.br ou 18-3652-1260).



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