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Será que agora vai?

A entressafra deu as caras e o mercado do boi gordo firmou.

Em São Paulo, o preço da arroba caiu 8,3% de meados de março ao final junho. Passou de R$103,50, à vista, livre de imposto (pico de preço), para R$94,50, nas mesmas condições de pagamento.

Em julho, no entanto, a oferta de animais para abate diminuiu dando sustentação ao mercado. Em pouco mais de um mês o preço do gordo subiu 6,3%, recuperando parte da perda no primeiro semestre.

Em São Paulo, os negócios com boi gordo ocorreram em R$100,50/@, à vista, nos primeiros dias de agosto. Veja a figura 1.

Figura 1.
Preço da arroba do boi gordo em Barretos-SP, em R$, à vista, livre de imposto.
1
Fonte: Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br

A oferta no momento se restringe, em sua maior parte, a animais de confinamentos ou semi-confinamento.

Com isso, as escalas de abate dos frigoríficos que atendiam até quatro dias na boca da entressafra, chegaram a dois dias na última quinzena de julho.

Ociosidade da indústria frigorífica

A menor disponibilidade de animais terminados, devido à entressafra, aumentou a ociosidade média da indústria frigorífica no país.

Na figura 2 estão os resultados por estado e a média nacional.

Figura 2.
Ociosidade média da indústria frigorífica* por estado e a média nacional.
 1
* foram consideradas apenas as indústrias em funcionamento.
Fonte: Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br

Em média, os frigoríficos têm trabalhado com ociosidade de 26%. Ou seja, estão utilizando 74% da capacidade estática.

Perspectivas para o segundo semestre

O cenário é de mercado firme, uma vez que a oferta de confinamento ainda não dá sinais de pressionar negativamente o mercado. Apenas em Goiás a oferta de animais de cocho é maior e tem segurado as cotações.

A questão é: quanto vai custar o boi em outubro? A pergunta é difícil considerando a dinâmica do mercado, mas podemos fazer algumas considerações:

- Na BVMF/Bovespa os preços futuros do boi gordo, com vencimento em outubro/11 apontaram, em julho e primeira semana de agosto, para uma arroba ao redor de R$106,00, à vista, para descontar o imposto, em São Paulo;
- No ano passado, o preço do boi gordo subiu 44% no segundo semestre até atingir o pico de R$115,00/@, à vista, livre do imposto. É claro que o cenário em 2010 era diferente, principalmente no que diz respeito à demanda, que este ano, comparativamente, está menor.

Observe a tabela 1. O preço do boi gordo no segundo semestre só não foi maior que no primeiro em 2005 (febre aftosa) e 2009 (crise econômica).

Levando em conta o aumento médio nos anos em que o boi subiu, de aproximadamente 12%, o preço médio do boi este ano no segundo semestre ficaria em R$113,00/@, a prazo, livre de imposto.

Tabela 1.
Médias de preços do boi gordo em São Paulo, em R$/@ nominais, a prazo, livre de imposto, no primeiro e segundo semestres, desde 1997, e as diferenças entre elas.


 Ano

média 1o semestre

média 2 o semestre

diferença

1997

25,0

26,7

6,7%

1998

26,6

28,0

5,2%

1999

30,2

36,5

20,5%

2000

38,0

40,6

6,8%

2001

40,0

43,9

9,8%

2002

43,6

51,7

18,4%

2003

54,9

58,3

6,2%

2004

58,8

60,4

2,8%

2005

56,1

52,5

-6,4%

2006

49,4

55,6

12,4%

2007

54,8

65,4

19,2%

2008

77,6

88,0

13,4%

2009

79,5

76,6

-3,6%

2010

78,6

95,5

21,6%

2011

101,1

?

?

Fonte: Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br

A expectativa para este ano é de que o regime de chuvas fique dentro do normal, ou seja, deve começar a chover a partir de setembro.

Em 2010, reflexo da La Niña, começou a chover regularmente a partir de outubro/novembro.

Este fato pode fazer com que os confinadores antecipem a saída de alguns lotes do confinamento, pressionando o mercado para baixo.

Rafael Ribeiro de Lima Filho
zootecnista
Scot Consultoria
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