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Recuperar ou Reformar a Pastagem?

Rodolfo Wartto Cyrineu
Engenheiro Agrônomo
M. Sc. Economia aplicada
Suporte Rural Consultoria Ltda
e-mail: rodolfo@suporterural.com.br

 


Ao percorrermos nosso País, observamos que a grande maioria das pastagens está degradada, apresentando baixa capacidade de lotação, acarretando em menor rentabilidade aos pecuaristas, que por sua vez acabam ficando sem condições de realizar investimentos na própria propriedade, reduzindo cada vez mais sua lotação.

Basicamente são dois os principais motivos que levam uma pastagem a se degradar: excesso de animais na área, com rebaixamento intensivo e por tempo muito prolongado do capim, e/ou deficiência nutricional da forrageira, por questões de fertilidade do solo.

É extremamente importante diagnosticar o motivo da degradação da área, pois se a causa não for eliminada, mesmo que a pastagem seja recuperada ou reformada, em pouco tempo ela se degradará novamente.

Para reverter uma condição de pastagem degradada, inicialmente é realizada uma avaliação das condições, para identificar a necessidade da reforma, ou apenas a recuperação.

Caso o capim esteja bem estabelecido, com baixa presença de plantas daninhas de difícil controle, como grama-batatais, também conhecida como grama mato grosso (Paspalum notatum), ou rabo-de-burro, ou plantas arbustivas, é possível realizar apenas a recuperação, ou seja, fornecer os nutrientes que estão em falta, limitando o desenvolvimento da pastagem. Para tanto, é realizada a coleta de amostra de solo para detecção dos problemas na fertilidade.

De posse dos resultados, inicia-se a correção da acidez, pois solos com baixo pH limitam o aproveitamento dos nutrientes como fósforo, nitrogênio e potássio pela planta, tornando esses elementos indisponíveis para absorção da forrageira, mesmo estando presente no solo. Portanto, se enfrentar restrição financeira e houver necessidade de decidir entre adubação ou calagem, faça a calagem, pois a resposta do adubo é muito pequena em solos ácidos.

A calagem é realizada à lanço, sobre a pastagem, sem ser incorporada.  Posteriormente devem ser realizadas as adubações, esperando pelo menos 100 mm de chuva após a aplicação do calcário.

Para a correção do fósforo em pastagens já formadas é necessária a aplicação de uma fonte solúvel, como o MAP (11-52-00), Super Triplo (00-45-00), ou Super Simples (00-18-00). A escolha deve ser realizada em função do custo aplicado, pois a tonelada de MAP é mais cara do que a do Super Simples, porém como é um fertilizante bastante concentrado, usa-se uma quantidade bem menor por área, que acaba sendo de custo menor.

Na adubação com nitrogênio poderá ser empregada a Uréia (45-00-00), porém caso não haja umidade suficiente no solo, pode ocorrer perda de até 60% aplicação por volatilização. Já o Nitrato de Amônio (33-00-00), Nitrocálcio (21-00-00) e Sulfato de Amônio (20-00-00) apresentam menor perda por volatilização. A escolha entre eles também deve ser realizada em função do custo por área e não pelo custo da tonelada do fertilizante, pois geralmente os adubos mais concentrados apresentam menor custo do nutriente que o contém, como por exemplo o Nitrogênio, contido na Uréia.

Após a correção da fertilidade do solo, para a recuperação da pastagem é necessário observar a altura da forrageira. Pastagens que são mantidas muito baixas, com altura menor que a adequada para ela, não apresentam resposta à adubação realizada, sendo prejudicada a sua rebrota.

Ou seja, se uma pastagem está implantada, porém não se desenvolve adequadamente, apenas a recuperação faz com que ela volte a ser produtiva, de maneira mais rápida e de menor custo.

No entanto, caso a pastagem esteja totalmente degradada, com pouca presença da forrageira, ou infestação intensa de plantas arbustivas, querendo formar capoeira, ou presença muito alta de grama-batatais, então é necessária a realização da reforma, ou seja, destruir a vegetação existente para implantar novamente a pastagem.

Neste caso o procedimento inicial é a coleta de amostra de solo, para determinar se é necessário o emprego de calcário e, em caso afirmativo, em que quantidade.

Caso haja infestação de plantas arbustivas, passa-se a grade aradora para limpar a área e depois entra com a calagem. Caso contrário, primeiro aplica-se o calcário para depois passar a grade aradora, pois a cada gradeação o calcário é melhor incorporado no solo.

Havendo necessidade de correção de fósforo, dá-se preferência pelo uso dos fosfatos reativos, como o Fosfato Natural Reativo de Arad , Fosfato Reativo Daoui, Fosfato Reativo Reagill, ou Fosfato Reativo de Gafsa, entre outros. Estes fosfatos trazem diversas vantagens na reforma de pastagem:

  1. Possuem menor custo por kg de P2O5;
  2. Como uma parte do fósforo é prontamente solúvel e outra parte é liberada lentamente, reduz a perda do fósforo por fixação, pois à medida em que o fósforo é liberado para a solução do solo, a planta passa a absorver o nutriente;
  3. É um produto que pode ser utilizado em processo de produção do boi orgânico.

No entanto, para que ocorra uma reação adequada com o solo para a liberação do fósforo, ele deve ser incorporado ao solo.

Fazendo-se a correção do fósforo, realiza-se a operação de grade niveladora (uma ou duas vezes), com o objetivo de incorporar o adubo fosfatado, bem como destorroar o solo para facilitar a germinação da semente da forrageira.

Após a grade niveladora distribui-se a semente da forrageira.

Caso haja infestação de plantas invasoras de folha-larga, é interessante realizar o controle logo no início, com aplicação de produtos à base de 2,4-D, pois o custo do controle na fase inicial é em torno de 10 vezes menor do que quando o mato já está estabelecido.

Após o primeiro pastejo, deve-se fazer a adubação de cobertura, geralmente aplicando 50 kg N/ha. Esta adubação vai favorecer um forte estabelecimento da forrageira na área, dando maior velocidade na rebrota, dificultando a entrada de plantas daninhas.

Estando a pastagem formada, é importante entrar com os animais, respeitando as alturas limites da planta para entrada e saída.

Depois da reforma, através de um manejo correto do pasto, com reposição da fertilidade do solo via adubações de manutenção, teremos um pasto permanente, com duração por mais de 20 a 30 anos, conseguindo altas lotações de animais.



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