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Tecnologia e melhoramento genético animal a serviço da sociedade*

André Locateli

Um recente estudo publicado por renomados pesquisadores da Embrapa indica que os ganhos de produtividade da pecuária brasileira foram responsáveis por evitar o desmatamento de cerca de 460 milhões de hectares de terra. Segundo estes pesquisadores, no período entre 1996 e 2006 a atividade pecuária cresceu a um ritmo de 6,6% ao ano, sendo que, no mesmo período, a área destinada às pastagens no país foi reduzida em 19 milhões de hectares.

O mesmo estudo avaliou ainda o efeito da produtividade na redução dos preços da carne ao consumidor. Segundo dados do Dieese, em junho de 2010 o preço da carne na cidade de São Paulo representava 30% do valor pago pelo quilo da carne em novembro de 1973. Esta queda de preços tornou a carne bovina - um alimento de elevado valor biológico – acessível às classes mais pobres.

A evolução dos índices de produtividade da pecuária brasileira ajudou a atenuar as pressões inflacionárias e dinamizou outros setores da economia, segundo o estudo da Embrapa. Há alguns anos, o agronegócio tem sido o responsável pelo superávit da balança comercial do país.

Entre as razões para a melhoria de eficiência da atividade são relacionadas: a melhoria genética do rebanho, os investimentos na melhoria das pastagens, a massificação do uso de sal mineral, o aperfeiçoamento dos controles sanitários e o uso das técnicas de confinamento.

Que fiquem aqui registrados os méritos dos pesquisadores, profissionais da área e gestores de instituições públicas e privadas, que contribuíram com recursos intelectuais e financeiros para esta evolução.
Mas, a bem da verdade, quem assimilou e colocou em uso toda essa tecnologia, foi o pecuarista brasileiro. E isso não ocorreu de maneira forçada. Não foi sob ordens de ONGs ou de ativistas deste ou de outro país, que justificadamente se preocupam com o meio ambiente mas que, muitas vezes, assumem posições radicais sem o pleno conhecimento da verdade e se utilizando de argumentos equivocados.

O produtor investiu por vontade, ou necessidade, própria. Ele, mais do que ninguém, sabe que precisa se tecnificar e que precisa preservar o meio ambiente para se manter na atividade. Temos inúmeros exemplos de pecuaristas que sabem produzir de maneira competitiva, moderna, cumprindo sua função social e preservando a natureza – diga-se de passagem, que poderiam servir de exemplo para produtores de outros países.

É fato que precisamos multiplicar essas iniciativas de sucesso. E cabe à ciência e à sociedade apoiar e incentivar o pecuarista brasileiro na continuidade desta trajetória de melhoria contínua. Afinal, conforme mostram os números citados no início deste texto, por mais que o indivíduo pense estar muito distante do ambiente rural, sua vida, sua saúde, sua educação e seu bolso dependem diretamente do trabalho do agropecuarista brasileiro.

Temos os recursos naturais ao nosso lado, espécies forrageiras selecionadas, melhoradas e extremamente produtivas, cientistas e pesquisadores renomados, profissionais competentes e qualificados, e o patrimônio genético ideal para a produção de carne de qualidade, à base de forrageiras, em ambiente tropical.

É nesse contexto que a Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) atua em prol da consolidação da atividade pecuária brasileira como uma referência mundial. A entidade preconiza que um sistema de produção sustentável começa com animais geneticamente superiores – capazes de produzir mais em menos tempo e, consequentemente, com menor emissão de gases, menor consumo de água e sem promover o desmatamento. Trabalha evidenciando os resultados obtidos com o uso de genética Nelore melhoradora. O Circuito Boi Verde de Julgamentos de Carcaças e o Programa de Qualidade Nelore Natural, têm se mostrado como excelentes ferramentas para este fim – respectivamente, sinaliza o padrão de carcaça demandado pelo mercado, e premia o pecuarista que produz carne de qualidade, de maneira eficiente. Com estes e outros projetos, a ACNB se propõe a prestar sua contribuição, não só para o desafio de alimentar o mundo, mas também, para a missão de alimentar a população que ascende das classes sociais menos abastadas, com um alimento rico, saudável e fundamental para o desenvolvimento humano e intelectual do cidadão. Assim se constrói a nação do futuro.

*André Locateli é zootecnista formado pela Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da USP/Pirassununga, com aperfeiçoamento em Qualidade Assegurada para a Carne Bovina pela FEA/Unicamp, e especialista em gestão de agronegócios pela Fundação Getúlio Vargas. Ocupa o cargo de gerente executivo da ACNB desde 2006.



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