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Sistema Silvipastoril

Adilson Kazuo Kozama (*)

Define-se como Sistema Silvipastoril a integração da pecuária com a silvicultura, ocorrendo interação árvores x pastagens x animais. As árvores são dispostas de forma adequada, em faixas de 8/10/12 metros, se possível no sentido leste/oeste, acompanhando o sentido do sol, favorecendo a produção da forrageira e o bem estar animal.

O Sistema Silvipastoril é uma forma de diversificar a pecuária com florestas. Apresenta grande potencial econômico, social e ambiental. Esta técnica permite que o pecuarista, seja de ovinos, caprinos, gado de corte ou leite, complemente sua renda, criando um desenvolvimento sustentável. É uma excelente opção para as pequenas propriedades, maximizando mão de obra, uso e conservação do solo. Permite realizar a pecuária e ao mesmo tempo produzir uma segunda fonte de renda que, se conduzida de forma correta, agrega muito valor. As árvores reduzem a degradação acelerada dos solos, protegem as pastagens dos ventos e ajudam a reciclar os nutrientes.

O sucesso do sistema depende de tecnologia e planejamento, pois há necessidade de isolar árvores dos animais no seu inicio. As árvores podem ser frutíferas, forrageiras ou de múltiplo uso. É importante avaliar a espécie arbórea, adaptabilidade e comercialização.

Uma das boas alternativas que vem surgindo é o Eucalipto, com uso de variedades, tecnologias de plantio, adubação e manejo, onde estas, conduzidas com podas planejadas e desbastes estratégicos, produzem madeiras para serraria e indústrias moveleiras, agregando valor ao seu produto. Uma floresta de eucalipto pode ao seu final, produzir 250 a 300 m3/ha de toras para serraria, que completam a receita do pecuarista. Outra vantagem do Eucalipto é que seu crescimento é muito rápido, podendo colocar os animais a partir de 12 meses.

Outra forma de iniciar é utilizando a integração lavoura – florestas, até a formação das árvores e possibilidade da entrada dos animais. Com esta integração é possível ter uma receita no curto prazo com agricultura, no médio prazo com a pecuária e no longo prazo com a silvicultura.

O sistema propicia um micro clima local, onde as forragens podem ser beneficiadas, mantendo a temperatura interna mais constante, principalmente em condições extremas. Há trabalhos que demonstram haver uma redução de 2% na temperatura interna em dias quentes. Nos dias frios, protege as forragens do vento, pois as árvores atuam como quebra vento, mantendo as pastagens verdes por mais tempo. Todo o sistema favorece a um melhor desempenho dos animais.

No campo, o risco do investimento único, seja nas monoculturas ou pecuária, deixa os produtores preocupados. A diversificação vem justamente para reduzir os riscos. A integração Silvipastoril é um dos sistemas alternativos, que traz estabilidade, autoconfiança e – conseqüentemente – melhor qualidade de vida.

(*) Engenheiro agrônomo, gerente da Fazenda Modelo II, em Ribas do Rio Pardo (MS).



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