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A altura é que controla a entrada dos animais no pasto

Domicio do Nascimento Jr.1
Sila Carneiro da Silva2

Trabalhos de pesquisa com o propósito de se estudar a ecofisiologia comparativa entre plantas de clima temperado (particularmente azevém perene) e de clima tropical/sub-tropical buscando uma melhor compreensão das respostas de plantas e animais ao pastejo vêm sendo conduzidos em Piracicaba, Viçosa e na Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande. Já foram realizados experimentos com os gêneros Cynodon (Tifton 85, Florakirk e Coastcross), Brachiaria (capim-marandu) e Panicum (capins mombaça e tanzânia).

Os experimentos com Cynodon sp. e com o capim-marandu foram conduzidos com alturas do dossel forrageiro mantidas em equilíbrio dinâmico por meio de lotação contínua e taxa de lotação variável com ovinos (5, 10, 15 e 20 cm) e bovinos (10, 20, 30 e 40 cm), respectivamente.

Para o Cynodon sp., foram encontradas taxas de acúmulo de forragem relativamente estáveis dentro de uma amplitude de condições de pasto variando de 10 a 20 cm de altura (3.500 a 5.500 kg MS/ha). Já para o capim-marandu, resultado semelhante ocorreu para condições de pasto variando entre 20 e 40 cm de altura (8.500 a 12.500 kg MS/ha). 

Com o capim-mombaça os experimentos foram conduzidos utilizando-se o método de pastejo rotativo, com interrupção da rebrotação quando ocorria 95 e 100% de interceptação da luz incidente. Logo após o pastejo, a rebrotação foi caracterizada pelo acúmulo principalmente de folhas, sendo que, a partir da condição em que ocorria 95% de interceptação da luz incidente, houve redução do acúmulo de folhas e aumento acentuado do acúmulo de colmos e de material morto, resultando em aumento na proporção de colmos e de material morto na massa de forragem em pré-pastejo. Esse padrão se mostrou consistente também para uma série de outras plantas sob pastejo rotativo, como os capins tanzânia e marandu e, mais recentemente, para os capins elefante cameroon, mulato, andropogon, massai, atlas, tobiatã, além de outros cultivares de lançamento recente de Brachiaria.

A interceptação luminosa para ser utilizada como critério de manejo do pastejo é prática complicada em condições de campo e requer a disponibilidade de aparelho específico (fotômetro). Contudo, as medidas de altura do dossel forrageiro na condição pré-pastejo indicaram ser este um parâmetro que poderia ser utilizado em substituição às avaliações de interceptação luminosa. Concluiu-se que o manejo do pastejo do capim-mombaça, sob pastejo rotativo, deve ser realizado com uma altura de resíduo variando de 30 a 50 cm, porém com pastejos iniciados quando os pastos atingirem 90 cm de altura. Para o capim-tanzânia meta de entrada seria de 70 cm, com alturas de resíduo variando entre 30 e 50 cm. Já para o capim elefante cameroon a meta de entrada seria 100 cm, com alturas de resíduo variando entre 40 e 50 cm e, para o capim-xaraés a meta de entrada seria 30 cm, com altura de resíduo de 15 cm.

Isso indica que o manejo do pastejo pode ser realizado de maneira fácil e objetiva no campo, desde que se conheçam os requerimentos de manejo (metas de altura) das plantas forrageiras utilizadas. Para que os benefícios dessa técnica possam ser realizados (produção de forragem em quantidade e qualidade) é necessário que técnicos e produtores reconheçam a necessidade de monitoramento constante do pasto e compreendam que esse é o verdadeiro controle do processo de pastejo. Nesse caso o intervalo de pastejo será variável dependendo da época do ano, condições de crescimento, localidade considerada e particularidades de cada fazenda.

1Prof. Titular do Depto. de Zootecnia da UFV, Viçosa-MG; domicio@ufv.br
2Prof. Associado do Depto. de Zootecnia da E.S.A. “Luiz de Queiroz”, USP, Piracicaba-SP, scdsilva@esalq.usp.br



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