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Melhoramento genético é o futuro do rebanho

Vilemondes Garcia (*)

Este ano o consumidor vem se deparando com preços cada vez mais altos nos balcões dos açougues, conseqüência da baixa rentabilidade do setor nos últimos anos, o que obrigou os criadores de gado de corte a abaterem um volume muito maior de matrizes. Esse fato ocasionou naturalmente acentuada queda na produção de bezerros, com reflexo direto na reposição de recria e engorda.

Dono do maior rebanho do mundo, o Brasil parece não conseguir suprir atualmente a demanda dos mercados externos e internos. Estima-se que o rebanho de corte nacional tenha cerca de 130 milhões de cabeças, segundo dados do Instituto FNP, e é formado em 80% por animais da raça Nelore. Segundo estimativa da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), em 2016 o consumo de carne bovina per capita no mundo será mais de 50% superior ao período de 2001 a 2005. Só no Brasil, o consumo de carne bovina atual per capita é de aproximadamente 40 kg por ano. Estima-se também que o consumo global cresce 2% ao ano e que a produção de carne no mundo em 2013 será igual ao consumo.

O país, sem dúvida nenhuma, é capaz de atender esse crescimento mundial, porém é preciso investir e aumentar nossa produtividade. Temos muitas vantagens competitivas em relação aos outros países produtores como a disponibilidade de áreas para pastagens na ordem de 220 milhões de hectares, sem precisar agredir a Amazônia, disponibilidade de água que se torna escassa no planeta e não temos “vaca louca”.

No entanto, somente com o melhoramento genético é possível mudar o quadro atual. Com isso, o pecuarista brasileiro deve voltar sua atenção para as novas ferramentas que a tecnologia oferece para a reprodução da genética de qualidade. Vale destacar que 40% da maciez da carne está relacionada a genética e 60% ao ambiente em que vivem. Já o ganho de peso está 25% relacionado a genética, segundo pesquisas da Embrapa Gado de Corte.

O Brasil tornou-se o maior exportador de carne do mundo, graças aos 40 anos de seleção do zebu brasileiro e ao desenvolvimento e melhoramento de espécies forrageiras que viabilizaram a exploração pecuária no cerrado brasileiro.

O selecionador brasileiro conseguiu ao longo do tempo resultados eficientes no que diz respeito à carcaça. Por meio do melhoramento genético, o produtor obtém mais quantidade e qualidade, utilizando na fazenda touros selecionados e melhoradores. O tourinho, em relação ao boi gordo, que apresenta o mesmo peso, permite obter uma receita aproximadamente três vezes maior.

Já técnicas como a inseminação artificial, a transferência de embriões (TE) e a fertilização in vitro (FIV) servem para multiplicar a genética de ponta e ampliar a produção de touros com genética superior para a utilização a campo.

Outra ferramenta que ajuda na identificação de indivíduos superiores e para a seleção são os programas de melhoramento genético. Um exemplo é o Programa de Melhoramento Genético da Raça Nelore, oficializado pela Nelore do Brasil (Programa Nelore Brasil / PMGRN), coordenado pelo geneticista Raysildo Lôbo, presidente da ANCP. Gráficos de evolução de DEP's (Diferença Esperada na Progênie) e outros dados são passados ao criador, após a avaliação de seus animais, para facilitar seu trabalho na seleção, no acasalamento, na compra e venda de reprodutores e sêmens.

Com o intuito de agregar informações sobre o perfil de carcaça apresentada pela progênie de touros conhecidos às avaliações genéticas feitas atualmente, a Nelore do Brasil implementou um novo projeto chamado Circuito Boi Verde Genética. Futuramente essas informações serão utilizadas na seleção ou escolha da genética em rebanhos comerciais. Assim, o produtor obtém medidas objetivas de características de interesse comercial como peso de carcaça quente, cobertura de gordura, idade ao abate, rendimento de carcaças, entre outras.

Multiplicar o “boi bom” é tarefa para toda a cadeia produtiva da carne que precisa levar ao consumidor um produto saudável com sabor, maciez e preço acessível.

(*) Vilemondes Garcia é presidente da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) – www.nelore.org.br



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