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Preocupação com as cigarrinhas das pastagens

Osvaldo Guimarães Neto1

“Cerca de 25 cigarrinhas adultas por metro quadrado, durante dez dias, são capazes de reduzir a produção de pasto em 30% e a de massa verde em 15%”

Neste momento, quando se aproxima o período chuvoso, momento de alegria para produtores rurais, também é de preocupação no que diz respeito a pragas e doenças nas mais variadas culturas.

Para os pecuaristas de praticamente todo o Brasil, vem crescendo a preocupação com as cigarrinhas das pastagens, que a cada ano infestam e provocam prejuízos.

Fato que agrava mais esta situação é o estado de degradação da maioria das pastagens brasileiras, causados pelo manejo inadequado, baixa fertilidade do solo e a grande quantidade de forrageiras susceptíveis instaladas em grandes áreas. Das principais cigarrinhas que causam prejuízos destaco a Deois flavopicta e Mahanarva fimbriolata, esta última conhecida como cigarrinha da cana-de-açúcar.

A ação das cigarrinhas tem início já na fase de ninfa, quando está protegida por uma espuma na base da planta (foto), de onde suga a seiva. Na fase adulta, injeta toxina, seca o perfilho, provocando uma queima e gerando prejuízos que podem ser irreversíveis, dependendo do nível de infestação, da espécie forrageira, do manejo da pastagem, da fertilidade do solo e a da distribuição pluviométrica.


Cerca de 25 cigarrinhas adultas por metro quadrado, durante dez dias, são capazes de reduzir a produção de pasto em 30% e a de massa verde em 15%, fato este que coincide com o período de maior disponibilidade de forragem. Não existe uma medida de controle que, isoladamente, consiga bons resultados. As manutenções de áreas de reserva florestais ajudam com a presença de pássaros, que são os principais predadores naturais das cigarrinhas. Plantio de forrageiras resistentes em pelo menos 30% da propriedade, manutenção da fertilidade do solo e o manejo correto no período das águas favorecem o controle. O manejo na estação mais seca do ano – mantendo a forragem mais baixa – favorece a incidência de raios solares sobre a espuma protetora das ninfas, além de proporcionar menor formação de palhada no solo (que também favorece o desenvolvimento de cigarrinhas), o que contribui para o controle dessas pragas.

Além de todas estas alternativas, uma muito eficiente, desde que bem utilizada, é a aplicação do fungo entomopatogênico Metarhizium anisopliae. Dentre as vantagens destaco: não deixa resíduo no solo e na pastagem, não poluindo o ambiente e nem deixando resíduo no leite e na carne.

A qualidade do patógeno (origem de firma idônea) é fundamental para a eficiência do controle biológico. Para a aplicação do fungo deve-se ter umidade elevada, temperatura de 25-30ºC, e de preferência de tarde ou à noite, para evitar a radiação ultravioleta. Deve-se também monitorar a população da cigarrinha a partir do início da estação chuvosa, quando os ovos do inseto se encontram em repouso desde o fim da estação chuvosa anterior. A primeira geração de adultos aparece 25 a 30 dias a partir do início das chuvas, cujos novos ovos – que deverão surgir de 50 a 60 dias depois - darão origem à segunda geração de adultos, momento ideal para a aplicação do fungo – se necessário fazer uma segunda aplicação sobre a terceira geração. Pode ocorrer uma variação, dependendo do ciclo de chuvas – o mais importante é um bom monitoramento para que a aplicação do fungo ocorra no momento correto. Uma pastagem bem manejada também contribui com a preservação do fungo no ambiente.

Não há método que elimine totalmente as cigarrinhas, sendo que um controle eficiente é o suficiente para manter esta praga em níveis baixos os quais não geram problemas significativos nas plantas. Métodos utilizados individualmente não geram resultados satisfatórios. Por isso, o manejo integrado, com utilização de vários métodos simultaneamente é o indicado.

1 Diretor Superintendente da CERTRIM, Professor de Entomologia Aplicada da FAZU (UBERABA/MG).

e-mail: o.neto@certrim.com.br


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