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Sementes JC MASCHIETTO

Artigo publicado na Revista JC Maschietto ano 02, no 02, set/2004

Você sabe comprar sementes para pastagens?
Renata W. Maschietto Batista

Eng. Agra, MSc - Sementes JC Maschietto

A pergunta do título, propositalmente provocativa, tem o objetivo de chamar a atenção para os riscos econômicos e operacionais que o pecuarista pode correr no simples ato de adquirir sementes para sua pastagem. O número de variáveis que precisam ser consideradas é grande - germinação, pureza física, pureza varietal, presença de sementes de ervas daninhas, vigor das sementes, critérios econômicos para a compra, idoneidade da empresa produtora - o que ressalta a importância da informação como arma para evitar prejuízos e contratempos.

A utilização de sementes de baixa qualidade é causa comum de fracassos na formação de pastagens. Apesar de representar um valor relativamente baixo no custo total da formação, muitos pecuaristas ainda hesitam em exigir qualidade e utilizam, como critério da compra, o "preço por quilograma de sementes". E quais são os riscos embutidos nisso? O pasto é mal formado, com plantas daninhas e outras espécies e/ou cultivares de forrageiras presentes, o manejo do pasto é dificultado, baixa persistência das plantas... Tudo isso é conseqüência da má formação da área.

Os cinco itens a seguir procuram sintetizar os principais aspectos a serem considerados:

1) Valor Cultural (VC): após tantos anos do estabelecimento do índice de Valor Cultural (VC) como base para a comercialização de sementes de forrageiras, ainda existem inúmeros pecuaristas que não o utilizam adequadamente como critério para a aquisição de sementes.

O VC é o fator que considera duas das principais características de qualidade das sementes: a percentagem da pureza física do lote (P) e a germinação (G), e determina a quantidade de sementes recomendada por área para a semeadura. Como o VC é o resultado da composição dos dois fatores (P x G/100), ele pode ter o mesmo valor, considerando percentagens diferentes de P e G. Por exemplo, o lote que apresenta P=40% e G=60% tem o mesmo valor de VC=24 que o lote que apresenta P=30 e G=80!!

Vale lembrar que os lotes podem diferir entre si quanto ao VC, por isso a taxa de semeadura adequada deve ser ajustada para cada caso. O gasto de sementes recomendado por área de um lote de sementes com VC=34 é MENOR do que o gasto recomendado para o lote com VC=24 (ou seja, quanto MAIOR o VC, MENOR a quantidade de sementes - em quilos - necessária para se formar uma área).

A legislação atual de sementes estabelece o padrão mínimo para comercialização de todas as espécies, em termos de pureza (P%) e germinação (G%), mas não estabelece o padrão para VC (apesar de este ser a composição dos dois fatores acima). Assim, temos que, no caso da Brachiaria brizantha, como exemplo, o mínimo estabelecido por lei é de P=40 e G=60%.

A germinação da grande maioria das espécies comercializadas nos dias de hoje tem sido bastante satisfatória e alta (resultado inclusive dos métodos de colheita praticados). No caso da mesma Brachiaria, as percentagens de germinação dificilmente são menores que 80%. Isso significa que, com a germinação de 80%, por exemplo, esta Brachiaria brizantha - brachiarão (hoje a espécie mais comercializada no Brasil) teria que ter como índice de VC, valores de no mínimo 32, já que o mínimo estabelecido por lei para pureza é de 40% (P=40 x G=80 /100 = VC 32). Fique atento!

2) Pureza Varietal: representa a ausência de outras espécies e/ou cultivares de forrageiras no lote de sementes. Por exemplo: um lote de sementes de Tanzânia tem pureza varietal quando não apresenta outras sementes, como sementes de mombaça, coloninho ou outro cultivar de Panicum maximum.

A pureza varietal é obtida quando os campos de produção de sementes são acompanhados sob rígido controle de qualidade, utilizando-se sementes puras do cultivar na semeadura e ocupando áreas que anteriormente não eram utilizadas com outros cultivares da mesma espécie (como semear Tanzânia em área que era anteriormente de colonião ou coloninho, ou semear brachiarão em áreas que eram de decumbens ou ruziziensis). Isso porque as sementes dormentes da cultura anterior podem contaminar a nova área de produção.

Vale citar que, no laboratório de análise de sementes, muitas vezes é impossível distinguir diferentes cultivares de Panicum maximum em uma amostra de sementes (e a própria Lei não obriga o laboratório a tal distinção, por não ser possível). Daí a vital importância do lote vir do campo com pureza varietal, já que no campo é possível fazer a distinção das plantas.

Outros cuidados para a obtenção da pureza varietal estão ainda relacionados à secagem, transporte, armazenamento e beneficiamento, para que não haja mistura varietal nessas fases de produção.

3) Ausência de sementes de plantas daninhas: os campos de produção de sementes necessitam também de rigoroso controle quanto à presença dessas ervas (comumente chamadas de "pragas") com a utilização de métodos de controle químico, mecânico e/ou manual, para que tenhamos lotes de sementes isentos dessas "pragas". Lotes provenientes de campos de produção sem controle constituem sérios riscos de contaminação nas pastagens a serem formadas.

4) Vigor: é a capacidade que as sementes de um lote possuem de germinar bem, mesmo em condições desfavoráveis, como muitas vezes ocorre no campo: assoreamento com chuvas pesadas, seca prolongada, ataque de insetos, etc. Para sementes de forrageiras os laboratórios de análise ainda não dispõem de métodos rotineiros para a determinação do vigor. Por isso, a melhor indicação de que um lote de sementes tem alto vigor é apresentar alta percentagem de germinação, indício de que todas as etapas da produção de sementes foram bem conduzidas.

E como o pecuarista pode precaver-se? Ao adquirir um lote de sementes, o pecuarista não deve levar em conta apenas o VC, comparando preços de diferentes empresas produtoras, como normalmente tem ocorrido. Deve sim, levar em conta os demais atributos de qualidade que um lote deve possuir, como os mencionados acima.

5) Critérios econômicos para a compra: não considere apenas o preço por quilograma das sementes!! Atente também para a quantidade de sementes recomendada por área que cada empresa indica, em cada situação...

Faça as contas... compare! Veja o exemplo para uma área de 200 hectares:
- caso 1: semente de brachiarão, VC 34. Empresa recomendando 10 Kg / hectare, preço R$2,40 / Kg de sementes. Gasto para os 200 hectares = 2.000 Kg x R$2,40 = R$4.800,00.
- caso 2: outra empresa, oferecendo sementes com o mesmo VC, recomendação de 15 Kg / hectare, preço de R$2,00 / Kg. Gasto para os 200 hectares = 3.000 Kg x R$2,00 = R$6.000,00.

Assim, conclui-se que, nos casos acima, apesar do PREÇO POR QUILO da semente do caso 2 ser MENOR, o CUSTO POR ÁREA é MAIOR do que na situação 1. Isto ocorre porque a quantidade de sementes recomendada para a adequada formação da pastagem no caso 2 é maior do que no caso 1, o que indica "provavelmente" que a semente do caso 2 não tem o VC ofertado e a pureza mínima estabelecida na Lei (40%) que deveria ter - por isso recomenda mais sementes por área! Fique atento... Verifique o VC, o preço/Kg e a quantidade de sementes/hectare recomendada por cada firma que você cotar.

Uma outra situação é quando o pecuarista insiste em comprar brachiarão, por exemplo, de 24 de VC. Nós, da JC Maschietto, acreditamos que isto não vale a pena! Vale a pena, sim, o pecuarista regular suas máquinas de semeadura para sementes com, no mínimo, VC 32 por dois motivos: 1º.) porque estará adquirindo uma semente dentro dos padrões mínimos estabelecido na Lei para a pureza (que é de 40%); 2º.) porque pagará muito menos frete transportando torrões e outras impurezas que estariam contidas no lote de VC 24, o qual, dentro de cada sacaria, na realidade, apresenta uma semente de pureza de 30% (ou até menos) e germinação 80% (germinação alta como explicado anteriormente).

Estes fatos prejudicam a reputação do mercado nacional de sementes forrageiras, que infelizmente convive com sementes de péssima qualidade. A boa notícia é que esse panorama parece estar se modificando e melhorando gradativamente, graças à melhor conscientização do pecuarista e contando também com a aplicação da Nova Lei de Sementes aprovada (ver quadro abaixo) e a perspectiva de incremento na fiscalização e da conseqüente moralização de suas práticas de mercado.

E aí vai uma última dica: se você atentou para todos os fatores citados acima, saiba que cumpriu apenas a primeira metade do caminho para o sucesso na formação de sua pastagem. Diferentemente de outros insumos, a semente é um organismo vivo que requer técnicas apropriadas de manuseio e plantio (preparo do solo, semeadura, etc). Assim, escolha como parceiro uma empresa que tenha não só um produto acima de qualquer suspeita, mas também uma profunda experiência para orientá-lo na formação de sua pastagem.

Nós, da Sementes JC Maschietto, acreditamos no pecuarista tecnificado, que exige qualidade e novas tecnologias para obter sucesso na sua pecuária. E colocamos à sua disposição um nome com 40 anos de tradição e equipe técnica preparada para orientá-lo.

Nova Lei de Sementes - Foi aprovada em 05 de agosto de 2003 a Lei nº 10.711 que dispõe sobre o Sistema Nacional de Sementes e Mudas. Após muitos anos de utilização da lei anterior (que era de 1977) e de elaboração da recém aprovada, essa nova lei traz, para o setor de forrageiras, uma expectativa de que se consiga um controle maior da fiscalização sobre a produção e comercialização de sementes dessas espécies, possibilitando uma melhoria da qualidade da semente comercializada no país. Ganha também, com isso, o bom consumidor e pecuarista!



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